Sente o coração pulsar forte
O ar parece faltar
Respiração ofegante
De repente não é mais só você
Ouvir a voz do outro
Torna-se o que mais lhe da prazer
Aquele encontro tão desejado
Está prestes a acontecer
As mãos gélidas
Na barriga borboletas
No peito sentimento cálido
Que torna inválido seu querer
Não quer mais estar só
Se anula esperando reciprocidade
Quando menos se espera já é tarde
Você não mais existe
E seu corpo insiste em depender
Tornou - se sem sentido
Querer tanto o que nunca irá lhe pertencer
Agora vazio de você
Buscando se preencher
Do que nunca fora seu
Sentimento ingrato
Desiderato a procura de migalhas
esqueceu-se de tudo que aprendeu
E agora busca nos cacos
Encontrar amor próprio
Impróprio o que aconteceu
Mas nem o meu, nem o seu coração
Está imune ao "amor" demasiado
O que não sabemos
Que isso é só carência disfarçado...
Nenhum comentário:
Postar um comentário