terça-feira, 28 de julho de 2020

Des(Amor)

Você ainda é o mesmo
Sente o coração pulsar forte
O ar parece faltar
Respiração ofegante 

De repente não é mais só você
Ouvir a voz do outro 
Torna-se o que mais lhe da prazer

Aquele encontro tão desejado 
Está prestes a acontecer 
As mãos gélidas 
Na barriga borboletas 
No peito sentimento cálido
Que torna inválido seu querer
 
Não quer mais estar só 
Se anula esperando reciprocidade 
Quando menos se espera já é tarde 
Você não mais existe
E seu corpo insiste em depender 

Tornou - se sem sentido 
Querer tanto o que nunca irá lhe pertencer
Agora vazio de você
Buscando se preencher
Do que nunca fora seu

Sentimento ingrato 
Desiderato a procura de migalhas
esqueceu-se de tudo que aprendeu
E agora busca nos cacos 
Encontrar amor próprio

Impróprio o que aconteceu
Mas nem o meu, nem o seu coração 
Está imune ao "amor" demasiado
O que não sabemos 
Que isso é só carência disfarçado...






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